Durante a semana, nossa vida é aquela correria. Ficamos quase que fazendo uma contagem regressiva para chegar o final de semana, quando, supostamente, vamos poder fazer n-a-d-a. Mas toda sexta-feira, um choque de realidade se abate sobre mim quando o Rico pergunta: "qual a programação do fim de semana?". Não sei se na casa de vocês é assim, mas me parece que a "agenda" é sempre uma função feminina. Enquanto vou enumerando os aniversários e eventos, vou me dando conta de que, muito provavelmente, na segunda-feira vou é sentir que estou descansando no trabalho.
E sabe o que é que ocupa boa parte do nosso fim de semana?? A agenda social de Teresa e Julieta. Neste último, tinha sábado de atividades na escola e no domingo, dois aniversários, um de amiguinho da Cuca e outro de amiguinho da Tetê. No mesmo horário. E aí, faz como?? Bom, aproveitando que a minha caçula ainda é "enrolável", faltamos na festinha dela e fomos na pizzada do amigo da Tetê. Por enquanto dá para fazer isso. E elas ainda estudam numa escola pequena. Imagina no ano que vem, quando vão mudar para uma escola maior e cada uma vai ter mais de 20 coleguinhas na classe?? Faça as contas: quase 50 aniversários por ano!!!
Chocada com esta constatação, perguntei para uma amiga que tem 3 filhos como ela faz. Fiquei cansada só de ouvir. É um tal de leva um num aniversário, volta, pega o outro leva não sei onde, depois a vó busca o terceiro, enquanto o pai volta pra casa com o caçula e por aí vai. Gincana total!
É claro que já me pus a pensar se tem que ser assim mesmo e aí venho correndo para cá, compartilhar essas dúvidas com vocês. Nossos filhos são seres sociais, começam a desenvolver seu círculo de amizades e tal - e é uma delícia vê-los interagindo e se divertindo com os amigos. Mas, dependem de nós para irem à qualquer lugar, não tem autonomia para ir e vir. E no fim, estamos fazendo da agenda deles a nossa! Mas há de ter um limite, não? Ainda estou aprendendo, ainda me sentindo a mulher elástica, tentando dar conta de tudo. E ainda sonhando com não fazer NADA!
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04 outubro 2011
18 julho 2011
As crianças são seres da natureza - e não, eu não sou uma mãe hippie!
Semana passada estive na abertura do fórum "Cidades, bicicletas e o futuro da mobilidade", que discutia, com a presença do David Byrne, basicamente, alternativas para salvar São Paulo do caos total, pelo excesso de carros. Leia aqui a pequena cobertura que fiz para o site da Pais&Filhos. Saí do fórum com a cabeça a mil, dividida entre pegar o primeiro avião e voltar para o Rio - minha cidade preferida, quem me conhece sabe - ou arregaçar as mangas e tentar viver melhor nessa cidade, onde tenho meus laços afetivos. Como ainda não tem pozinho de pirlimpimpim pra vender no mercado, me parece que a atitude mais razoável é ficar em São Paulo e tentar fazer desta uma cidade ok para se viver. Ou pelo menos, aproveitar o que ela possa nos oferecer de bom! E não é só cinema, teatro, show e programação indoor.
Pensando nisso, no sábado, levamos as meninas para passear numa dessas fazendinhas, na Granja Viana. É surpreendente constatar, apesar da modernidade tentar nos fazer esquecer, que somos bichos também! As crianças simplesmente enlouquecem com o espaço livre e os animais! Também pudera, acostumadas à dupla gato e cachorro, pegar um coelho no colo (ou tentar morder a pata dele, como fez a Cuca!)parece uma grande aventura.

Constatei, não sem certo espanto, que minhas filhas são totalmente destemidas! Não estão nem aí se recebem lambida de cavalo, ou se uma cabra tenta mastigar sua roupa! (Isso aconteceu com a Cuca e ela passou o resto do fim de semana, contando para quem encontrava: "a caba modeu minha ropa"). Elas ficaram tão felizes e encantadas com esse contato com a vida "selvagem", que só nos restou, além de babar, fotografar cada passo delas.
Como mãe, acho que tenho obrigação de proporcionar às minhas filhas o maior contato possível com a natureza. Já que vivemos nessa cidade super poluída e com espaço público restrito, o lance é viajar sempre que possível, nem que seja por dentro da própria urbe.
Pensando nisso, no sábado, levamos as meninas para passear numa dessas fazendinhas, na Granja Viana. É surpreendente constatar, apesar da modernidade tentar nos fazer esquecer, que somos bichos também! As crianças simplesmente enlouquecem com o espaço livre e os animais! Também pudera, acostumadas à dupla gato e cachorro, pegar um coelho no colo (ou tentar morder a pata dele, como fez a Cuca!)parece uma grande aventura.

Constatei, não sem certo espanto, que minhas filhas são totalmente destemidas! Não estão nem aí se recebem lambida de cavalo, ou se uma cabra tenta mastigar sua roupa! (Isso aconteceu com a Cuca e ela passou o resto do fim de semana, contando para quem encontrava: "a caba modeu minha ropa"). Elas ficaram tão felizes e encantadas com esse contato com a vida "selvagem", que só nos restou, além de babar, fotografar cada passo delas.
Como mãe, acho que tenho obrigação de proporcionar às minhas filhas o maior contato possível com a natureza. Já que vivemos nessa cidade super poluída e com espaço público restrito, o lance é viajar sempre que possível, nem que seja por dentro da própria urbe.
13 abril 2011
Mudança com crianças, pense no caos!
Quem acompanha esse blog deve ter percebido – e espero, lamentado – meu sumiço. O fato é que mudei de casa. Mas não foi uma simples mudança, uma das 15 (!) que já fiz desde que nasci, incluindo aí mudanças interestaduais. Voltamos para a nossa casa, depois de 10 meses de reforma. Reforma, não, extreme make over. Tirando o fato da casa estar linda, o resto está o caos! Andam aqui pela minha casa pedreiros, marceneiros, gesseiros, vidraceiros e jardineiros. Sujeira, pó, barro. Não adianta limpar, daqui há dois segundos está tudo sujo de novo. Várias coisas encaixotadas. E como o ser humano é um bicho que acumula, vou confessar que nem sei o que tem em várias caixas que ficaram guardadas durante a reforma. E no meio de tudo isso, duas lindas menininhas, Teresa e Julieta. Olha, mudar com crianças é uma loucura. Só para vocês terem uma ideia: “mamãe, onde está minha boneca de cabelo comprido?”, “mamãe, posso brincar com essa massinha?” (detalhe, a massinha é massa corrida!), “moço, porque você está todo sujo?” (puxando assunto com um dos pedreiros). Faltou falar da nossa cachorra maluca, que quer morder os pedreiros.
Meu mantra atual é rir pra não chorar! Mas ao longo do processo, algumas coisas me ajudaram e compartilho com vocês:
• Se você tiver onde deixar as crianças durante a mudança, melhor. Serve a casa da vó, da tia, da madrinha. No meu caso, fiz um combinado com a escola e elas ficaram período integral, durante os dias mais críticos. Foi uma farra para elas e uma tranqüilidade para mim.
• Deixe organizada uma mala, ou caixa, com a roupa de cama e banho, trocas de roupa e pijamas, escovas de dente e brinquedo preferido das crianças e arrume primeiro o quarto delas. Elas ficam ansiosas e querem logo habitar o novo cômodo.
• Aproveite para fazer aquela boa e velha limpeza nas roupas e brinquedos das crianças, contando com a colaboração delas e separando o que tem que consertar e o que pode ser doado. Explique que na casa nova tem que ficar tudo arrumado e bem bonito. (Boa hora para jogar fora aquelas barbies descabeladas, brinquedos de 1,99, etc.)
• A mudança é uma ótima oportunidade para melhorar hábitos e fazer alguns combinados do tipo: na casa nova, só vamos comer na mesa, nada de comer no sofá, na casa nova cada um dorme no seu quarto, nada de invadir a cama da mamãe na madrugada, na casa nova não vamos espalhar brinquedos por todo o canto, não vamos andar de sapato, etc.
• Trabalhe como uma formiguinha e abra até a última caixa, organize tudo e não deixe bagunça pra depois. Afinal, casa com criança tem que funcionar!
O principal é não esquecer que mudanças sempre trazem coisas boas. Uma hora tudo se ajeita, a casa ganha a nossa cara e o nosso cheiro e todos os percalços viram boas histórias pra contar!
Meu mantra atual é rir pra não chorar! Mas ao longo do processo, algumas coisas me ajudaram e compartilho com vocês:
• Se você tiver onde deixar as crianças durante a mudança, melhor. Serve a casa da vó, da tia, da madrinha. No meu caso, fiz um combinado com a escola e elas ficaram período integral, durante os dias mais críticos. Foi uma farra para elas e uma tranqüilidade para mim.
• Deixe organizada uma mala, ou caixa, com a roupa de cama e banho, trocas de roupa e pijamas, escovas de dente e brinquedo preferido das crianças e arrume primeiro o quarto delas. Elas ficam ansiosas e querem logo habitar o novo cômodo.
• Aproveite para fazer aquela boa e velha limpeza nas roupas e brinquedos das crianças, contando com a colaboração delas e separando o que tem que consertar e o que pode ser doado. Explique que na casa nova tem que ficar tudo arrumado e bem bonito. (Boa hora para jogar fora aquelas barbies descabeladas, brinquedos de 1,99, etc.)
• A mudança é uma ótima oportunidade para melhorar hábitos e fazer alguns combinados do tipo: na casa nova, só vamos comer na mesa, nada de comer no sofá, na casa nova cada um dorme no seu quarto, nada de invadir a cama da mamãe na madrugada, na casa nova não vamos espalhar brinquedos por todo o canto, não vamos andar de sapato, etc.
• Trabalhe como uma formiguinha e abra até a última caixa, organize tudo e não deixe bagunça pra depois. Afinal, casa com criança tem que funcionar!
O principal é não esquecer que mudanças sempre trazem coisas boas. Uma hora tudo se ajeita, a casa ganha a nossa cara e o nosso cheiro e todos os percalços viram boas histórias pra contar!
21 março 2011
Crianças e Yoga, feitos um para o outro
A Tetê, minha filha de 4, está praticando yoga. É verdade que ela praticou desde a barriga, já que eu fazia aula pra gestantes com a Fadynha, no Instituto Aurora, no Rio. Mas aí ela nasceu, me viu praticando um dia ou outro em casa e começou a se interessar. Na comemoração da escola do aniversário dela de 3 anos, como a turminha estava estudando os animais e seus movimentos, resolvi que a “atração” da festa seria uma aula de yoga, ministrada pelas meninas do yogando. Que sucesso! Quinze mini pessoinhas totalmente entregues, fazendo a postura da árvore, do gato, da cobra. No final, a lembrança era uma dessas almofadinhas cheirosas pra colocar nos olhos e lá foram elas para o relaxamento, yoganidra (foto). As crianças adoraram! Nesse mesmo aniversário, Tetê ganhou de uma amiguinha o livro da professora Celeste, Rata Yoga (Ed. Evoluir), onde uma ratinha faz as posturas, que são descritas em forma de versinhos. Uma graça! Lá vai Tetê ficar imitando todas as posições, me chamando pra praticar junto. Na sequencia, ganhou da madrinha (Luciana Guerin, uma super professora de yoga) outro livro muito legal, chamado Meu pai é um pretzel, Yoga para pais e filhos, de Baron Baptiste (Ed. Girafinha). Como ela estava ficando muito interessada na prática, achei que era hora de colocá-la numa aula. Há quase um ano ela pratica, duas vezes por semana, na Eco Fit. Desde então, aprendeu muitas posturas, e o mais importante, está trazendo a filosofia do Yoga para a vida. Adora cumprimentar as pessoas juntando as mãozinhas e falando namastê e outro dia me falava sobre ahimsa, a não violência: “Mamãe, não podemos pisar nas formiguinhas nem brigar com os amigos, né?”. O coração da mãe quase transborda de orgulho.
Sou absolutamente convencida dos benefícios da prática do yoga desde a mais tenra idade, mas para tirar eventuais dúvidas, conversei com a Luciana Perez, instrutora da Tetê.
Maria Flor: A partir de que idade é indicada a prática de Yoga?
Luciana Perez: Hoje em dia temos uma gama de aulas para qualquer idade, Baby Yoga (0 á 3 anos), Yoga Kids ( 3 á 6 anos), etc. Sabemos que a prática de atividade física é natural na infância, andar, correr, pular, saltar, esticar. As crianças possuem também um ótimo sentido visual e auditivo, uma energia considerável e o dom precioso da sua ilimitada imaginação. Então podem começar desde cedo, com aulas adequadas para cada faixa etária.
MF: Quais os benefícios que a prática traz para elas?
LP: vivemos em uma sociedade em que as crianças estão sujeitas a uma estimulação excessiva, própria da vida moderna. Horários demasiadamente preenchidos, pressão e competição escolar, são fatores que contribuem para aumentar a ansiedade, dispersão, falta de atenção e concentração. O principal objetivo do yoga é a melhora da qualidade de vida futura destas crianças. A evidência mostra que a prática regular do Yoga mantém as crianças saudáveis porque fortalece seu sistema imunológico e proporciona o funcionamento perfeito de músculos, órgãos e glândulas. Também as ajuda a desenvolver um corpo forte e flexível, trabalhando equilíbrio, coordenação, concentração. Para alcançar esses objetivos, todas as técnicas do Yoga são passadas para as crianças de forma lúdica, o que confere um estimulo maior para praticar. Em nossa vida estressante e barulhenta, vamos ensinar a criança a relaxar e como se concentrar e acalmar. Acima de tudo, é uma forma de atividade “física” gentil, não competitiva e que todas as crianças curtem.
MF: Durante a aula é possível ir passando os preceitos do Yoga (como não violência, verdade, contentamento), além da parte física?
LP: Yoga é uma filosofia de vida, um novo caminho. A cada aula as crianças também travam contato com a ética do Yoga (yamas e nyamas). Sabemos que trabalhar com crianças exige muito mais que uma boa aula unida a uma boa técnica. Exige do instrutor o poder de persuasão, agilidade, criatividade, dinamismo, paciência, amor e compreensão. Sentir a real necessidade de cada um. Dever fundamental dentro deste trabalho é prepará-los para enfrentar o mundo com confiança e amor, crescendo saudáveis e felizes. Dando-lhes a oportunidade de conhecer e praticar uma filosofia milenar, assim como outras crianças que praticam ballet, judô, piano, etc., poderão sem misticismo ou religião vivenciar algo fantástico e motivador.
Se você ficou com vontade de saber mais, é só escrever para a Luciana, no email lu_perez@uol.com.br que ela responderá com prazer às suas dúvidas.
Namastê e boa semana para todos!
28 fevereiro 2011
Toy Story 3
Na noite de ontem (domingo), como era esperado, “Toy Story 3” levou o Oscar 2011 de melhor animação. Alguns críticos, entre eles meu marido, Ricardo Calil, defendiam que ele deveria ganhar o Oscar de melhor filme também. Não assisti a todos os filmes que estavam na disputa para dar minha opinião. Mas acho toda a trilogia Toy Story maravilhosa e digna de nota. Tanto é que vejo e revejo com as minhas filhas. Porque quem tem filho sabe que as crianças vêem muitas vezes cada filme, até decorar diálogos inteiros. Essa repetição é importante para o processo de aprendizagem delas. Mas imagina se não gostássemos também dos filmes? Que tortura seria se tivéssemos que assistir só Pocahontas, Branca de Neve e companhia! Santa Pixar, que veio nos salvar e fazer com que ver filmes virasse realmente um programa para toda a família (também considero obras primas "Procurando Nemo", "Monstros S/A" e "Wall-E", só para citar mais alguns filmes da produtora).
No caso de "Toy Story 3", impossível não se emocionar. Enquanto as crianças estão acompanhando a aventura dos brinquedos “velhos” sendo doados para uma creche, nós adultos estamos diante de questões profundas como passagem do tempo, obsolência e morte. Saímos da experiência cheios de reflexões e é isso que espero do bom cinema, não importa se é uma animação ou não.
No caso de "Toy Story 3", impossível não se emocionar. Enquanto as crianças estão acompanhando a aventura dos brinquedos “velhos” sendo doados para uma creche, nós adultos estamos diante de questões profundas como passagem do tempo, obsolência e morte. Saímos da experiência cheios de reflexões e é isso que espero do bom cinema, não importa se é uma animação ou não.
04 janeiro 2011
Viajar com criança
Acabamos de chegar de uma semana de férias com as meninas, em Angra. Bem, viajar com criança não é bem tirar férias, né? A bagunça começa na arrumação da mala. Haja tralha pra levar. Uma cota de brinquedos (incluindo bóias, baldes, e afins), alguns livrinhos, roupas de frio e calor porque o tempo está cada vez mais doido... Comida, porque é sempre bom garantir o que já sabemos que elas comem. O porta malas foi lotado. E todos os outros espaços do carro também. Chega a hora da estrada. O bom é que como minhas filhotas ainda são pequenas, em pouco tempo estão dormindo. Garante pelo menos umas 2 horas de sossego. Mas a viagem é longa e tivemos que parar para almoçar. Caos. Cada uma corre para um lado. Essas paradas grandes na estrada são cheias de atrativos: canecas de gosto duvidoso, quilos de bichos de pelúcia e toda a sorte de guloseimas coloridas. Conseguimos sentar na mesa, o garçom demora para atender, as meninas brigam pra ver quem senta no cadeirão e querem batata frita, claro. Come-se uma comida bem meia boca. Fila para pagar enquanto tentamos segurar as mãozinhas que querem pegar tudo. Ufa! Conseguimos colocá-las no carro. Seguimos pela estrada, mas agora elas estão bem acordadas e lá vamos nós cantando, inventando brincadeiras e torcendo pelo pozinho do pirlimpimpim. Não seria ótimo um teletransporte toda vez que tivéssemos que viajar com crianças? Oba! Chegamos! Descarrega toda a trecaiada embaixo de chuva. Abre a casa que a amiga querida gentilmente emprestou. Hora de fazer um reconhecimento do lugar. Vixi, tem varanda, tem um monte de taça, almofadas claras no sofá. Risco potencial de várias coisas se quebrarem. Resolvo tirar de circulação alguns objetos. Para outros serve o mantra “não mexe nisso!”. Claro, porque acho que as crianças tem que aprender a se comportar em qualquer ambiente e principalmente na casa dos outros. Se não, viram criaturas que não podem freqüentar. Ah, e essas não poderiam ser minhas filhas, não!
Mas nem tudo é sacrifício. O lugar é lindo, com uma vista maravilhosa. Criança e mar é uma combinação gostosa (santas boinhas!). E sair da rotina é bom. As crianças vão almoçar um pouco mais tarde, jantar macarrão quase todo dia (pra alegria delas), vão ficar de biquíni o dia todo. Os pais vão curtir a felicidade dos filhos, poder ficar junto, sem ter que sair pra trabalhar e serem recompensados com muitos carinhos e abraços. Uma hora elas dormem, exaustas, e podemos comer em paz, tomar nosso vinho apreciando a vista e o barulho do mar. Nesses momentos de convivência intensa é que percebemos como as crianças estão crescendo e se desenvolvendo. O saldo é positivo claro, só não dá pra chamar de descanso! De volta, o desafio me parece ainda maior. Como lidar com toda a energia da garotada em São Paulo, com chuva?
Mas nem tudo é sacrifício. O lugar é lindo, com uma vista maravilhosa. Criança e mar é uma combinação gostosa (santas boinhas!). E sair da rotina é bom. As crianças vão almoçar um pouco mais tarde, jantar macarrão quase todo dia (pra alegria delas), vão ficar de biquíni o dia todo. Os pais vão curtir a felicidade dos filhos, poder ficar junto, sem ter que sair pra trabalhar e serem recompensados com muitos carinhos e abraços. Uma hora elas dormem, exaustas, e podemos comer em paz, tomar nosso vinho apreciando a vista e o barulho do mar. Nesses momentos de convivência intensa é que percebemos como as crianças estão crescendo e se desenvolvendo. O saldo é positivo claro, só não dá pra chamar de descanso! De volta, o desafio me parece ainda maior. Como lidar com toda a energia da garotada em São Paulo, com chuva?
13 dezembro 2010
Está aberta a temporada de férias, e agora?
Chegou! Hoje, é o primeiro dia das longas férias de verão. Para as crianças, claro. A mãe tem é trabalho dobrado nessa época do ano, que por si só já é um caos. Um milhão de eventos, compras de natal, trânsito infernal e calor, muito calor.
Tenho amigas arrancando os cabelos, pensando em como ocupar o dia da garotada. Quando eu era pequena, meus pais despachavam eu e meu irmão para a casa da vovó em Olinda e só voltávamos depois do carnaval. Delícia absoluta, época de subir no pé de manga, andar descalça e brincar com os primos. Como nem todos tem essa opção, o negócio é pesquisar cursos de férias (a maioria das escolas oferece, em janeiro), oficinas e programação cultural pela cidade. Mas sem enlouquecer, porque os pequenos tem direito ao ócio, a falta de horário e a quebra da rotina!
Revistas e jornais já estão divulgando atividades para essa época do ano, como a Veja SP. Mães amigas, força na peruca e boas férias para os nossos filhotes!
Catorze cursos para crianças que vão passar dezembro e janeiro em SP - VEJA SP
Tenho amigas arrancando os cabelos, pensando em como ocupar o dia da garotada. Quando eu era pequena, meus pais despachavam eu e meu irmão para a casa da vovó em Olinda e só voltávamos depois do carnaval. Delícia absoluta, época de subir no pé de manga, andar descalça e brincar com os primos. Como nem todos tem essa opção, o negócio é pesquisar cursos de férias (a maioria das escolas oferece, em janeiro), oficinas e programação cultural pela cidade. Mas sem enlouquecer, porque os pequenos tem direito ao ócio, a falta de horário e a quebra da rotina!
Revistas e jornais já estão divulgando atividades para essa época do ano, como a Veja SP. Mães amigas, força na peruca e boas férias para os nossos filhotes!
Catorze cursos para crianças que vão passar dezembro e janeiro em SP - VEJA SP
07 outubro 2010
A vida secreta das crianças
Ontem, foi reunião de pais na Recreio, escola da Tetê, minha filha de 3 anos. Foi muito legal, encontramos outros pais, conversamos e ainda comemos uma pizza que as crianças tinham preparado especialmente para nós. Também pudemos ver os trabalhos que elas estão desenvolvendo, muitas fotos e vídeos. E assim descobrimos que elas tem todo um mundo do qual nós, pais, não fazemos parte! E não é uma questão de não querer participar, é um limite que a própria criança impõe. Eu me organizei para levar e buscar minha filha todos os dias na escola. Entro com ela, converso com as professoras e na saída sempre pergunto o que ela fez durante a tarde, muitas vezes a resposta é: “é segredo mamãe!”. Assistindo aos vídeos vejo uma menina bem mais independente e segura. Dá pra ver que as crianças de 3 anos já argumentam, respeitam combinados, fazem alianças com outras crianças para conseguir um objetivo. Ou seja, estão exercitando seu papel na coletividade. Estão virando cidadãos! No relato das professoras novas surpresas. Teresa, que em casa, só toma suco de uva, na escola prova outros sabores. Até suco de limão a danada toma! Outros pais também se surpreenderam com seus filhos. Eram comuns comentários do tipo “mas em casa ele não faz isso sozinho”, “eu não sabia que ela já lia o nome”, etc.
Claro que a reunião acabou e eu continuei matutando sobre o assunto. Acho muito positivo que as crianças possam ter o ambiente de casa, onde tem uma atenção mais exclusiva e se percebem como indivíduos, mas ao mesmo tempo, são bem mais mimadas. E acho fundamental o ambiente da escola, onde elas aprendem a compartilhar, atuar em grupo e tem menos espaço para manhas. Por isso é tão importante estabelecer uma parceria com a escola. Não devemos delegar o que é de nossa responsabilidade, mas temos que respeitar o trabalho desenvolvido nesse outro ambiente. E assim podemos continuar nos surpreendendo com os nosso filhotes e morrendo de curiosidade sobre suas vidas secretas!
Claro que a reunião acabou e eu continuei matutando sobre o assunto. Acho muito positivo que as crianças possam ter o ambiente de casa, onde tem uma atenção mais exclusiva e se percebem como indivíduos, mas ao mesmo tempo, são bem mais mimadas. E acho fundamental o ambiente da escola, onde elas aprendem a compartilhar, atuar em grupo e tem menos espaço para manhas. Por isso é tão importante estabelecer uma parceria com a escola. Não devemos delegar o que é de nossa responsabilidade, mas temos que respeitar o trabalho desenvolvido nesse outro ambiente. E assim podemos continuar nos surpreendendo com os nosso filhotes e morrendo de curiosidade sobre suas vidas secretas!
01 outubro 2010
As crianças e esse mundo muderno

Correndo o risco de parecer uma mulher das cavernas, devo confessar que ainda fico espantada com a facilidade com que as crianças de hoje mexem no computador, no ipod, nos celulares. Parece que elas já nasceram sabendo um monte de coisas, ou como diz minha irmã, já vieram equipadas com um chip. Fico me perguntando se em algum momento isso vai criar um abismo entre nossas gerações. Será que vamos falar a mesma língua? Li outro dia, no caderno de informática da Folha, que antes o que separava uma geração da outra eram 10 anos. Agora, as tecnologias mudam tão rápido que dois anos já podem significar um generation gap. Como tenho a desculpa de ser geminiana, posso ficar dividida: um lado meu acha que é isso mesmo, que é um caminho sem volta e que temos que deixar a criançada usar e abusar das parafernálias todas. O outro tem dúvidas quase existenciais, tipo minhas filhas vão saber escrever à mão? Vão ter contatos interpessoais ou só virtuais? Porque é verdade que acho uma graça ver minha filha de 1 ano e 8 meses dominar um iphone, assim como fico toda derretida vendo a de 3 e meio tirar fotos incríveis com a máquina digital. Mas, quando eles crescem um pouco mais, e passam um aniversário inteiro jogando video game em vez de brincar, como presenciei outro dia, já acho meio muito, sabe? Qual será o caminho do meio nesse mundo muderno?
A propósito, as fotos que ilustram esse post foram tiradas pela Teresa, a filha de 3 e meio supracitada.
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