Teresa e Julieta começaram ontem na escola nova. Decidimos colocá-las em uma escola perto de casa, fundamental em São Paulo, e que vai até o colegial.
No ano passado, quando decidimos pela mudança, fomos orientados a não ficar falando muito com as meninas sobre isso. Afinal, para as crianças, o tempo passa diferente. Imaginem a ansiedade esperando um evento que vai acontecer daqui a 6 meses? Aliás, o que são 6 meses para quem ainda não tem exata noção do que seja ontem e hoje?
Mas, é claro, fomos preparando a transição. Sair de uma escola pequena, que a Tetê frequentava desde 1 ano e Julieta desde os 2, para uma escola bem grande é uma mudança e tanto. Na escolinha em que estavam tudo era mais caseiro, desde o lanche até as instalações. As classes eram menores, com poucos alunos e confesso que isso me dava bastante segurança. Que mãe não quer que seu filhote seja tratado com toda a atenção e carinho? Ainda mais quando são pequenos.
Mas, aí é que está. As crianças crescem e começam a demandar novas experiências, desafios e outras formas de cuidado. Então, chegou a hora. E dá-lhe planejamento para fazer tudo da forma mais tranquila possível!
Julieta, que tem um vocabulário incrível, mas dificuldade em falar alguns vocábulos foi fazer fono. Eu ficava com o coração apertado imaginando ela tentando se comunicar na escola nova e ninguém entendendo. Mais, pensava que isso poderia atrapalhar sua adaptação, fazê-la ficar tímida e envergonhada (para quem a conhece, inimaginável!).
Com a Teresa, que é super safa e sociável, minha preocupação era outra. Ela estava há 4 anos com a mesma turminha. Uma criançada que ficou tão amiga que terminou por juntar as mães também. Uma mulherada animada, com bom papo e que adoro. Aqui, um parênteses: eu também estava sofrendo com essa mudança... Não queria que Tetê deixasse de conviver com os amigos e também queria continuar fazendo parte do grupo das mães.
Para resolver essas questões de ordem afetiva, fizemos uma grande festa de aniversário para Teresa e Julieta e convidamos todos os amiguinhos da escola e seus pais. Foi como uma despedida alegre. Tetê também quis fazer um retrato de cada colega e no verso coloquei nossos contatos.
Já no começo do ano chegou a hora das meninas conhecerem a nova escola. A visita foi ótima, elas ficaram admiradas com tanto espaço e com um guarda-roupa cheio de fantasias. Depois, só falavam nisso. Aproveitei o mês de janeiro para envolvê-las nos preparativos, compra da lancheira, escolha do lanche, etc.
Até que o grande dia chegou! Ontem, fui levá-las e começamos a adaptação. Adaptação que nada! Elas saíram correndo, queriam conhecer logo os colegas e as professoras. Ficaram super bem, Julieta só 2 horas e Tetê já o período inteiro. Hoje, faremos o mesmo esquema. Estou feliz por poder estar lá com elas. Já conheci algumas mães bem legais. Sinto firmeza no projeto pedagógico da escola e estou segura de que escolhemos bem. Claro, ainda é lua de mel. Mas tudo começou muito bem.
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07 fevereiro 2012
13 abril 2011
Mudança com crianças, pense no caos!
Quem acompanha esse blog deve ter percebido – e espero, lamentado – meu sumiço. O fato é que mudei de casa. Mas não foi uma simples mudança, uma das 15 (!) que já fiz desde que nasci, incluindo aí mudanças interestaduais. Voltamos para a nossa casa, depois de 10 meses de reforma. Reforma, não, extreme make over. Tirando o fato da casa estar linda, o resto está o caos! Andam aqui pela minha casa pedreiros, marceneiros, gesseiros, vidraceiros e jardineiros. Sujeira, pó, barro. Não adianta limpar, daqui há dois segundos está tudo sujo de novo. Várias coisas encaixotadas. E como o ser humano é um bicho que acumula, vou confessar que nem sei o que tem em várias caixas que ficaram guardadas durante a reforma. E no meio de tudo isso, duas lindas menininhas, Teresa e Julieta. Olha, mudar com crianças é uma loucura. Só para vocês terem uma ideia: “mamãe, onde está minha boneca de cabelo comprido?”, “mamãe, posso brincar com essa massinha?” (detalhe, a massinha é massa corrida!), “moço, porque você está todo sujo?” (puxando assunto com um dos pedreiros). Faltou falar da nossa cachorra maluca, que quer morder os pedreiros.
Meu mantra atual é rir pra não chorar! Mas ao longo do processo, algumas coisas me ajudaram e compartilho com vocês:
• Se você tiver onde deixar as crianças durante a mudança, melhor. Serve a casa da vó, da tia, da madrinha. No meu caso, fiz um combinado com a escola e elas ficaram período integral, durante os dias mais críticos. Foi uma farra para elas e uma tranqüilidade para mim.
• Deixe organizada uma mala, ou caixa, com a roupa de cama e banho, trocas de roupa e pijamas, escovas de dente e brinquedo preferido das crianças e arrume primeiro o quarto delas. Elas ficam ansiosas e querem logo habitar o novo cômodo.
• Aproveite para fazer aquela boa e velha limpeza nas roupas e brinquedos das crianças, contando com a colaboração delas e separando o que tem que consertar e o que pode ser doado. Explique que na casa nova tem que ficar tudo arrumado e bem bonito. (Boa hora para jogar fora aquelas barbies descabeladas, brinquedos de 1,99, etc.)
• A mudança é uma ótima oportunidade para melhorar hábitos e fazer alguns combinados do tipo: na casa nova, só vamos comer na mesa, nada de comer no sofá, na casa nova cada um dorme no seu quarto, nada de invadir a cama da mamãe na madrugada, na casa nova não vamos espalhar brinquedos por todo o canto, não vamos andar de sapato, etc.
• Trabalhe como uma formiguinha e abra até a última caixa, organize tudo e não deixe bagunça pra depois. Afinal, casa com criança tem que funcionar!
O principal é não esquecer que mudanças sempre trazem coisas boas. Uma hora tudo se ajeita, a casa ganha a nossa cara e o nosso cheiro e todos os percalços viram boas histórias pra contar!
Meu mantra atual é rir pra não chorar! Mas ao longo do processo, algumas coisas me ajudaram e compartilho com vocês:
• Se você tiver onde deixar as crianças durante a mudança, melhor. Serve a casa da vó, da tia, da madrinha. No meu caso, fiz um combinado com a escola e elas ficaram período integral, durante os dias mais críticos. Foi uma farra para elas e uma tranqüilidade para mim.
• Deixe organizada uma mala, ou caixa, com a roupa de cama e banho, trocas de roupa e pijamas, escovas de dente e brinquedo preferido das crianças e arrume primeiro o quarto delas. Elas ficam ansiosas e querem logo habitar o novo cômodo.
• Aproveite para fazer aquela boa e velha limpeza nas roupas e brinquedos das crianças, contando com a colaboração delas e separando o que tem que consertar e o que pode ser doado. Explique que na casa nova tem que ficar tudo arrumado e bem bonito. (Boa hora para jogar fora aquelas barbies descabeladas, brinquedos de 1,99, etc.)
• A mudança é uma ótima oportunidade para melhorar hábitos e fazer alguns combinados do tipo: na casa nova, só vamos comer na mesa, nada de comer no sofá, na casa nova cada um dorme no seu quarto, nada de invadir a cama da mamãe na madrugada, na casa nova não vamos espalhar brinquedos por todo o canto, não vamos andar de sapato, etc.
• Trabalhe como uma formiguinha e abra até a última caixa, organize tudo e não deixe bagunça pra depois. Afinal, casa com criança tem que funcionar!
O principal é não esquecer que mudanças sempre trazem coisas boas. Uma hora tudo se ajeita, a casa ganha a nossa cara e o nosso cheiro e todos os percalços viram boas histórias pra contar!
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