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13 abril 2011

Mudança com crianças, pense no caos!

Quem acompanha esse blog deve ter percebido – e espero, lamentado – meu sumiço. O fato é que mudei de casa. Mas não foi uma simples mudança, uma das 15 (!) que já fiz desde que nasci, incluindo aí mudanças interestaduais. Voltamos para a nossa casa, depois de 10 meses de reforma. Reforma, não, extreme make over. Tirando o fato da casa estar linda, o resto está o caos! Andam aqui pela minha casa pedreiros, marceneiros, gesseiros, vidraceiros e jardineiros. Sujeira, pó, barro. Não adianta limpar, daqui há dois segundos está tudo sujo de novo. Várias coisas encaixotadas. E como o ser humano é um bicho que acumula, vou confessar que nem sei o que tem em várias caixas que ficaram guardadas durante a reforma. E no meio de tudo isso, duas lindas menininhas, Teresa e Julieta. Olha, mudar com crianças é uma loucura. Só para vocês terem uma ideia: “mamãe, onde está minha boneca de cabelo comprido?”, “mamãe, posso brincar com essa massinha?” (detalhe, a massinha é massa corrida!), “moço, porque você está todo sujo?” (puxando assunto com um dos pedreiros). Faltou falar da nossa cachorra maluca, que quer morder os pedreiros.
Meu mantra atual é rir pra não chorar! Mas ao longo do processo, algumas coisas me ajudaram e compartilho com vocês:
• Se você tiver onde deixar as crianças durante a mudança, melhor. Serve a casa da vó, da tia, da madrinha. No meu caso, fiz um combinado com a escola e elas ficaram período integral, durante os dias mais críticos. Foi uma farra para elas e uma tranqüilidade para mim.
• Deixe organizada uma mala, ou caixa, com a roupa de cama e banho, trocas de roupa e pijamas, escovas de dente e brinquedo preferido das crianças e arrume primeiro o quarto delas. Elas ficam ansiosas e querem logo habitar o novo cômodo.
• Aproveite para fazer aquela boa e velha limpeza nas roupas e brinquedos das crianças, contando com a colaboração delas e separando o que tem que consertar e o que pode ser doado. Explique que na casa nova tem que ficar tudo arrumado e bem bonito. (Boa hora para jogar fora aquelas barbies descabeladas, brinquedos de 1,99, etc.)
• A mudança é uma ótima oportunidade para melhorar hábitos e fazer alguns combinados do tipo: na casa nova, só vamos comer na mesa, nada de comer no sofá, na casa nova cada um dorme no seu quarto, nada de invadir a cama da mamãe na madrugada, na casa nova não vamos espalhar brinquedos por todo o canto, não vamos andar de sapato, etc.
• Trabalhe como uma formiguinha e abra até a última caixa, organize tudo e não deixe bagunça pra depois. Afinal, casa com criança tem que funcionar!

O principal é não esquecer que mudanças sempre trazem coisas boas. Uma hora tudo se ajeita, a casa ganha a nossa cara e o nosso cheiro e todos os percalços viram boas histórias pra contar!

13 dezembro 2010

Está aberta a temporada de férias, e agora?

Chegou! Hoje, é o primeiro dia das longas férias de verão. Para as crianças, claro. A mãe tem é trabalho dobrado nessa época do ano, que por si só já é um caos. Um milhão de eventos, compras de natal, trânsito infernal e calor, muito calor.
Tenho amigas arrancando os cabelos, pensando em como ocupar o dia da garotada. Quando eu era pequena, meus pais despachavam eu e meu irmão para a casa da vovó em Olinda e só voltávamos depois do carnaval. Delícia absoluta, época de subir no pé de manga, andar descalça e brincar com os primos. Como nem todos tem essa opção, o negócio é pesquisar cursos de férias (a maioria das escolas oferece, em janeiro), oficinas e programação cultural pela cidade. Mas sem enlouquecer, porque os pequenos tem direito ao ócio, a falta de horário e a quebra da rotina!
Revistas e jornais já estão divulgando atividades para essa época do ano, como a Veja SP. Mães amigas, força na peruca e boas férias para os nossos filhotes!

Catorze cursos para crianças que vão passar dezembro e janeiro em SP - VEJA SP

27 setembro 2010

As crianças de dois anos não comem!

Você, mãe amiga, já deve ter passado por isso, ou vai passar. Seu bebê comia super bem, devorava as papinhas, lambia os beiços. Lá pelos dois anos começa a não querer isso, não querer aquilo, sendo que as principais vítimas são os alimentos verdes... Como se mantém trelando e cheio de energia é um mistério da natureza. E é nessa hora que todas nós viramos uma mãe à moda antiga. Ficamos desesperadas, afinal, criança saudável é criança gorda, cheia de dobrinhas, né?
Pois eu estou passando pelo calvário pela segunda vez. Sendo que a minha primeira filha não foi nem um bebê que comia bem. Uma vez, ela devia ter um ano e sete meses, eu já estava barrigudona da minha segunda filha, e ela teve uma gripe. Ficou 9 dias, eu disse 9!, em que o único alimento que entrava era um danoninho! Nem preciso dizer que quase enlouqueci. Se você está passando por isso, calma! Aqui vão algumas dicas que podem funcionar com o seu filho:
• Fazer as refeições em família, adultos e crianças juntos, criando um ritual para a hora da comida.
• Levar os pequenos ao supermercado e à feira para que se familiarizem com os alimentos. Dá trabalho, mas você pode falar sobre a origem dos alimentos, a cor, modos de preparo...
• Quando apresentar um alimento novo, oferecer à criança várias vezes, se num dia ela não quiser, pode aceitar em outro e aí, bingo!
• Deixe a criança explorar o alimento, sua textura, comer com as mãos. Faz parte do processo!
• Em casos mais radicais, se a criança já está na escolinha, deixá-la almoçar lá, com os amiguinhos, pode ser uma boa. Sabe com é, santo de casa não faz milagre e criança adora imitar outra. Vai que tem um amiguinho glutão, daqueles que comem até jiló?
Também passei por vários pediatras. Uma me disse que nenhuma criança com oferta de comida morre de inanição. Outro, esse se autodenominava o Hitler dos pediatras (medo!), disse que, se a criança não comer o prato de comida em 20 minutos, deve-se retirar o alimento e não dar n-a-d-a até a próxima refeição. Ou seja, nada de praticar a modalidade de almoço nômade, aquela em que ficamos correndo atrás da criança pela casa, até a comida já estar gelada. E a terceira, que me pareceu mais razoável e estou com ela até hoje, acolheu minha preocupação, mas me fez ver que o mais importante nossas crianças têm de sobra, amor. É isso, aos dois anos elas se alimentam de amor!

24 setembro 2010

Fim de semana chuvoso + crianças = mãe maluca

Pois é, meu povo, parece que teremos um fim de semana de chuva em São Paulo... Mas vejam bem, não é porque São Pedro resolveu desaguar (até agradecemos, pro ar ficar mais limpinho, né?) que nossas crianças terão menos energia para gastar. Então, bora lá pensar em programas legais e abrigados!
Eu já tinha ouvido falar do Aquário de São Paulo, mas nunca tinha ido. Resolvemos a questão no fim de semana passado. Minhas filhas adoraram. A diversidade de espécies é bem grande, tem até tubarão e pinguim! Uma parte meio bizarra é a dos dinossauros, mas com grande potencial para agradar a molecada. Acho que diverte crianças de várias idades e até os pais. Outra opção bacana é conferir a programação dos SESCs. Fico impressionada com a qualidade e variedade de opções. São exposições, oficinas, shows e peças teatrais. E tem unidades espalhadas por todo o Brasil. Se for cair num shopping, pelo menos que seja para levar os pequenos ao teatro ou ao cinema. Se ainda não viram, recomendo muito o filme Ponyo, Uma amizade que veio do mar. É do mesmo diretor de A viagem de Chihiro. Lindo, poético e emocionante. Amigas mães de outros estados, sintam-se em casa para passar suas dicas também! Um beijo e bom fim de semana de chamego com as crias e os queridos.