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01 outubro 2010

As crianças e esse mundo muderno


Correndo o risco de parecer uma mulher das cavernas, devo confessar que ainda fico espantada com a facilidade com que as crianças de hoje mexem no computador, no ipod, nos celulares. Parece que elas já nasceram sabendo um monte de coisas, ou como diz minha irmã, já vieram equipadas com um chip. Fico me perguntando se em algum momento isso vai criar um abismo entre nossas gerações. Será que vamos falar a mesma língua? Li outro dia, no caderno de informática da Folha, que antes o que separava uma geração da outra eram 10 anos. Agora, as tecnologias mudam tão rápido que dois anos já podem significar um generation gap. Como tenho a desculpa de ser geminiana, posso ficar dividida: um lado meu acha que é isso mesmo, que é um caminho sem volta e que temos que deixar a criançada usar e abusar das parafernálias todas. O outro tem dúvidas quase existenciais, tipo minhas filhas vão saber escrever à mão? Vão ter contatos interpessoais ou só virtuais? Porque é verdade que acho uma graça ver minha filha de 1 ano e 8 meses dominar um iphone, assim como fico toda derretida vendo a de 3 e meio tirar fotos incríveis com a máquina digital. Mas, quando eles crescem um pouco mais, e passam um aniversário inteiro jogando video game em vez de brincar, como presenciei outro dia, já acho meio muito, sabe? Qual será o caminho do meio nesse mundo muderno?
A propósito, as fotos que ilustram esse post foram tiradas pela Teresa, a filha de 3 e meio supracitada.