Outro dia, estava conversando com uma amiga querida sobre alguns livros que tratam de mulheres. Lembramos de uma ficção sobre haréns, mas baseada em fatos reias, da biografia de Ayaan Hirsi Ali (Infiel), que conta a vida da somaliana, que entre mil outras coisas, passou pela excisão do clitóris (sem anestesia), e Cisnes Selvagens, de Jung Chang, que trata de 3 gerações de mulheres chinesas, no século XX.
No meio do papo, me peguei agradecendo profundamente o fato das minhas duas filhas terem nascido no Brasil de hoje. Olha, isso ficou martelando na minha cabeça, e fiz questão de deixar passar o dia das mulheres para tocar no assunto. Porque sei que ainda temos milhares de problemas como desigualdade salarial e violência, para ficar só no básico. Mas, que alívio, e a palavra é essa, é ter tido minhas filhas em um país e em uma sociedade em que elas são bem vindas! O pai, demonstra a todo momento como se sente afortunado por ter filhas mulheres e chega a dizer que estas são melhores para o mundo. Muito diferente de países em que, se a gestação de uma menina vai adiante (sim, porque é comum em muitas culturas abortarem meninas), ao nascer ela está fadada a ser um pessoa de segunda classe. Será maltratada pelos pais, pelos irmãos, depois pelo marido. Já pensou passar a vida de burca??? E sofrer mutilações, agressões e humilhações apenas e simplesmente por ser mulher?? Eu, hein!
Mil vezes estar em um país como o nosso. E que nós mulheres, e todos os homens que amam e respeitam as mulheres, continuemos lutando pela igualdade possível que é a dos direitos. Porque no mais somos diferentes mesmo. Adoro ter filhas mulheres (e sempre pensei que ia ter meninos, vai entender...) e não vou aceitar jamais que elas sofram qualquer violência. E tenho dito!
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13 março 2012
06 maio 2011
Uma reflexão sobre o Ser Mãe nos dias de hoje
Outro dia Tetê, minha filhota de 4 anos, acordou de madrugada com uma febre misteriosa. Medimos a temperatura: 38.5. Enquanto fiquei com ela no colo, pedi para o Rico ir buscar o antitérmico. Dei o remédio e comecei a perguntar o que ela estava sentindo, se doía algum lugar e disse que logo, logo ela ia se sentir melhor, ao que ela responde: “mamãe, você é um pouco médica, né?”. Além de achar muito fofo o comentário, fiquei pensando no tanto de habilidades que desenvolvemos com a maternidade. Sim, toda mãe é um pouco médica, motorista, boleira, estilista. E toda mãe queria ser mais do que médica, queria ser milagrosa, para evitar doenças ou qualquer sofrimento dos filhos. Ainda não chegamos lá, mas estar perto dos filhos e dar muito amor e carinho cura um monte de coisas sim!
Tenho refletido e conversado muito sobre o ser mãe. Vocês sabem, me é um tema tão querido que até fiz esse blog. Mas com a proximidade de mais um dia das mães - que como dia da mulher é todo santo dia – as reflexões ficam mais profundas. Qual é o lugar da mãe na sociedade de hoje? A mulher conquistou muito, seja no mercado de trabalho, na liberdade de ir e vir, casar, separar, ter ou não filhos. É mais dona do seu nariz, sem dúvida. Mas, quando vira mãe, surgem vários conflitos que põe em cheque todas essas conquistas. Queremos mesmo trabalhar 10 horas por dia e deixar as crianças com a babá ou no berçário? Queremos voltar a trabalhar tão rápido para batalhar por aquela promoção quando temos um bebê fofinho nos esperando em casa? Queremos em seis meses estar com o corpo super em forma como se não tivéssemos acabado de carregar um barrigão?
Teve uma geração importantíssima de mulheres que batalhou por muita coisa e sou filha dessa geração. Foi bem nessa época que surgiu o leite ninho, por exemplo. Sabem qual propaganda estava por trás? Mulheres, pra que ficar em casa amamentando? E a independência recém conquistada? Pra isso temos o alimento perfeito para o seu bebê... Como o mundo dá voltas, a mulherada hoje em dia está resgatando um monte de práticas da época da vovozinha: não abre mão de amamentar, vai na feira orgânica comprar legumes para fazer a papinha, resolve mudar de trabalho para estar mais próxima dos filhos. Eu tô nessa e muitas amigas também. Tem um preço, claro. Alguma dependência financeira, um olhar meio atravessado de pessoas que não reconhecem a trabalheira que é cuidar de filhos, o adiamento de algumas realizações profissionais. Mas eu acho o saldo pra lá de positivo. Minhas filhas vão ficar cada vez mais independentes e eu vou ter muito tempo para outras realizações pessoais. O que não volta é essa primeira infância delas que tenho curtido bem de perto e que me faz uma mãe muito feliz!
Tenho refletido e conversado muito sobre o ser mãe. Vocês sabem, me é um tema tão querido que até fiz esse blog. Mas com a proximidade de mais um dia das mães - que como dia da mulher é todo santo dia – as reflexões ficam mais profundas. Qual é o lugar da mãe na sociedade de hoje? A mulher conquistou muito, seja no mercado de trabalho, na liberdade de ir e vir, casar, separar, ter ou não filhos. É mais dona do seu nariz, sem dúvida. Mas, quando vira mãe, surgem vários conflitos que põe em cheque todas essas conquistas. Queremos mesmo trabalhar 10 horas por dia e deixar as crianças com a babá ou no berçário? Queremos voltar a trabalhar tão rápido para batalhar por aquela promoção quando temos um bebê fofinho nos esperando em casa? Queremos em seis meses estar com o corpo super em forma como se não tivéssemos acabado de carregar um barrigão?
Teve uma geração importantíssima de mulheres que batalhou por muita coisa e sou filha dessa geração. Foi bem nessa época que surgiu o leite ninho, por exemplo. Sabem qual propaganda estava por trás? Mulheres, pra que ficar em casa amamentando? E a independência recém conquistada? Pra isso temos o alimento perfeito para o seu bebê... Como o mundo dá voltas, a mulherada hoje em dia está resgatando um monte de práticas da época da vovozinha: não abre mão de amamentar, vai na feira orgânica comprar legumes para fazer a papinha, resolve mudar de trabalho para estar mais próxima dos filhos. Eu tô nessa e muitas amigas também. Tem um preço, claro. Alguma dependência financeira, um olhar meio atravessado de pessoas que não reconhecem a trabalheira que é cuidar de filhos, o adiamento de algumas realizações profissionais. Mas eu acho o saldo pra lá de positivo. Minhas filhas vão ficar cada vez mais independentes e eu vou ter muito tempo para outras realizações pessoais. O que não volta é essa primeira infância delas que tenho curtido bem de perto e que me faz uma mãe muito feliz!
04 outubro 2010
A importância de ter um tempo só pra você
Mães amigas, está provado que nós mulheres somos polivalentes. Ou seja, temos essa capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, e na maioria das vezes, sem prejuízo de qualidade. Agora mesmo, enquanto escrevo esse post, tenho uma filha no colo e outra me perguntando com que letra começa essa ou aquela palavra. Ufa! Essa habilidade tem nos feito conquistar cargos de chefia, dar conta de jornadas triplas (trabalho, casa, filhos) e faz parte da nossa vida. Mas, ás vezes, é preciso desligar o botão da divindade onipotente, onisciente e onipresente que nos habita para apenas sermos.
Acabei de fazer isso no fim de semana e foi muito bom. Desde que me tornei mãe, há 3 anos e meio, foi a primeira vez que viajei e passei duas noites fora. Recomendo muito! Durante dois dias pude ser um indivíduo que dorme 7 horas seguidas, come comida quente e na hora em que tem fome, não precisa ter resposta para tudo, pode ler e, principalmente, luxo dos luxos, não fazer nada! Ah, e aproveitei para namorar e conversar bastante com o meu marido, sem interrupções, concluindo frases e pensamentos, redescobrindo também como é ser um casal. É claro que fiquei com saudades das meninas, pensei em alguns momentos que seria legal que elas estivessem com a gente, coisa e tal. Mas, na maior parte do tempo, consegui curtir bastante e relaxar. Elas? Ficaram muito bem, obrigada! Quando voltei, encontrei-as saudáveis e felizes. Foram mimadas pela avó e pelos tios e tias, que adoraram a oportunidade de cuidar um pouco da nova geração da família. Para mim, foi um teste e um treino bem sucedido. Perceber que damos conta de desempenhar tantos papéis, sendo que o de mãe é dominante, não exclui a importância de nos cuidarmos e de alimentarmos nossa individualidade. Acho que isso nos faz até mães melhores.
Acabei de fazer isso no fim de semana e foi muito bom. Desde que me tornei mãe, há 3 anos e meio, foi a primeira vez que viajei e passei duas noites fora. Recomendo muito! Durante dois dias pude ser um indivíduo que dorme 7 horas seguidas, come comida quente e na hora em que tem fome, não precisa ter resposta para tudo, pode ler e, principalmente, luxo dos luxos, não fazer nada! Ah, e aproveitei para namorar e conversar bastante com o meu marido, sem interrupções, concluindo frases e pensamentos, redescobrindo também como é ser um casal. É claro que fiquei com saudades das meninas, pensei em alguns momentos que seria legal que elas estivessem com a gente, coisa e tal. Mas, na maior parte do tempo, consegui curtir bastante e relaxar. Elas? Ficaram muito bem, obrigada! Quando voltei, encontrei-as saudáveis e felizes. Foram mimadas pela avó e pelos tios e tias, que adoraram a oportunidade de cuidar um pouco da nova geração da família. Para mim, foi um teste e um treino bem sucedido. Perceber que damos conta de desempenhar tantos papéis, sendo que o de mãe é dominante, não exclui a importância de nos cuidarmos e de alimentarmos nossa individualidade. Acho que isso nos faz até mães melhores.
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