Outro dia, estava conversando com uma amiga querida sobre alguns livros que tratam de mulheres. Lembramos de uma ficção sobre haréns, mas baseada em fatos reias, da biografia de Ayaan Hirsi Ali (Infiel), que conta a vida da somaliana, que entre mil outras coisas, passou pela excisão do clitóris (sem anestesia), e Cisnes Selvagens, de Jung Chang, que trata de 3 gerações de mulheres chinesas, no século XX.
No meio do papo, me peguei agradecendo profundamente o fato das minhas duas filhas terem nascido no Brasil de hoje. Olha, isso ficou martelando na minha cabeça, e fiz questão de deixar passar o dia das mulheres para tocar no assunto. Porque sei que ainda temos milhares de problemas como desigualdade salarial e violência, para ficar só no básico. Mas, que alívio, e a palavra é essa, é ter tido minhas filhas em um país e em uma sociedade em que elas são bem vindas! O pai, demonstra a todo momento como se sente afortunado por ter filhas mulheres e chega a dizer que estas são melhores para o mundo. Muito diferente de países em que, se a gestação de uma menina vai adiante (sim, porque é comum em muitas culturas abortarem meninas), ao nascer ela está fadada a ser um pessoa de segunda classe. Será maltratada pelos pais, pelos irmãos, depois pelo marido. Já pensou passar a vida de burca??? E sofrer mutilações, agressões e humilhações apenas e simplesmente por ser mulher?? Eu, hein!
Mil vezes estar em um país como o nosso. E que nós mulheres, e todos os homens que amam e respeitam as mulheres, continuemos lutando pela igualdade possível que é a dos direitos. Porque no mais somos diferentes mesmo. Adoro ter filhas mulheres (e sempre pensei que ia ter meninos, vai entender...) e não vou aceitar jamais que elas sofram qualquer violência. E tenho dito!
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13 março 2012
06 dezembro 2011
E festinha dá ressaca? Opa!
E como prometido, lá venho eu escrever sobre a ressaca da festinha. Notem que tive que esperar um dia para escrever. Porque o dia seguinte é o dia da ressaca em si.
Então, vamos lá do começo. Domingo era o grande dia. A festa estava marcada para às 10 da manhã, horário anti-chuva. O pessoal do buffet, super profissional, tocou a campainha às 7 da matina. Sim! Afinal, tinham que preparar os salgados, gelar as bebidas, arrumar tudo. E eu tinha deixado a decoração para o dia, porque queria enfeitar o jardim e fiquei com medo que chuvesse na véspera e tombasse tudo. Então vocês podem imaginar que lá pelas 8 da manhã a casa parecia um campo de guerra. Todo mundo correndo de um lado para o outro, atividade total. No meio disso tudo, as duas menininhas mais fofas do mundo, Teresa e Julieta, puxavam assunto com todo mundo: "sabia que hoje é a minha festa?", "porque você está usando essa luva?", "posso comer um docinho?".
Misteriosamente, às 10h05 estava t-u-d-o arrumado, eu estava de banho tomado e penteada, as meninas com seus vestidos (a Cuca não quis usar o vestido novo nem por um decreto e passou a festa vestida de Branca de Neve!) e a casa linda. Nessa hora, eu abracei o Rico e falei "amor, muito obrigada por não se separar de mim a cada véspera de festinha, eu sei que estava intratável!"
Eu poderia ter relaxado, né? Háháhá. Que nada! Como o dia estava lindo (Santa Clara e São Pedro foram muito perturbados, coitados), minha preocupação era a mais juvenil possível: "ai, acho que não vem ninguém..." Sempre acho isso e olha que sou macaca velha de festas, adoro receber!
Corta! Cena seguinte: a camapainha começou a tocar, o povo a chegar e o jardim foi enchendo, ficando colorido e muito animado. Passei a respirar, receber os queridos e consegui tirar até umas fotos. Foi só aí, lá pelas 11 e meia que relaxei e passei a curtir a festa. O mais importante era que Teresa e Julieta estavam aproveitando muito, com sorriso de orelha a orelha. E aí foi, nem vi o tempo passar. Quase não comi, bebi um pouquinho e de repente chegou a hora do parabéns. Epa, peraí, cadê as velinhas? Siiiim, no meio de tantos preparativos, eu havia esquecido desse pequeno detalhe. Mas, a Santa Dedi, babá incrível das meninas, lembrou de umas velinhas que estavam guardadas lá no fundo do armário. Ufa, "parabéns pra você, nessa data querida...". Uma cena engraçada da hora do parabéns foi a do batalhão de amigos fotógrafos, empunhando máquinas, iphones e afins. Quantos clics, nossa!
Depois do parabéns, parece que tem uma etiqueta oculta das festinhas que diz que as pessoas têm que começar a ir embora. Não sei porque, mas é assim, a hora do bolo é o gran finale! Mas, tivemos uns amigos e familiares que ficaram ainda no bate papo até às 5 da tarde.
Quando todos se foram, sobramos nós, os 4. As meninas esravam exaustas, a casa aquela bagunça: papel de presente pra todo lado, docinho esmagado no chão, várias coisas que nem sabíamos de quem era (aliás, ficou por aqui um óculos escuro, alguém???). Eu estava tão cansada que deitei lá pelas 7, com a desculpa de contar histórinha para a Cuca e... dormi. Acordei meia noite, sem entender nada. Como assim, a festa acabou, foi todo mundo embora? Puxa, tão rápido...
E no dia seguinte, o famoso da ressaca, eu sentia dores pelo corpo, em lugares estranhos, como se tivesse corrido uma maratona! Mas o dia da ressaca é também uma delícia!!! Hora de olhar com calma todos os presentes que as meninas ganharam (e foram muitos e lindos), organizar a caixa de doações (amigos queridos, obrigada! A caixa ficou cheia!) e receber um monte de parabéns pela festa!
E não é que já estou pensando nas próximas? Mãe é tudo louca...
Então, vamos lá do começo. Domingo era o grande dia. A festa estava marcada para às 10 da manhã, horário anti-chuva. O pessoal do buffet, super profissional, tocou a campainha às 7 da matina. Sim! Afinal, tinham que preparar os salgados, gelar as bebidas, arrumar tudo. E eu tinha deixado a decoração para o dia, porque queria enfeitar o jardim e fiquei com medo que chuvesse na véspera e tombasse tudo. Então vocês podem imaginar que lá pelas 8 da manhã a casa parecia um campo de guerra. Todo mundo correndo de um lado para o outro, atividade total. No meio disso tudo, as duas menininhas mais fofas do mundo, Teresa e Julieta, puxavam assunto com todo mundo: "sabia que hoje é a minha festa?", "porque você está usando essa luva?", "posso comer um docinho?".
Misteriosamente, às 10h05 estava t-u-d-o arrumado, eu estava de banho tomado e penteada, as meninas com seus vestidos (a Cuca não quis usar o vestido novo nem por um decreto e passou a festa vestida de Branca de Neve!) e a casa linda. Nessa hora, eu abracei o Rico e falei "amor, muito obrigada por não se separar de mim a cada véspera de festinha, eu sei que estava intratável!"
Eu poderia ter relaxado, né? Háháhá. Que nada! Como o dia estava lindo (Santa Clara e São Pedro foram muito perturbados, coitados), minha preocupação era a mais juvenil possível: "ai, acho que não vem ninguém..." Sempre acho isso e olha que sou macaca velha de festas, adoro receber!
Corta! Cena seguinte: a camapainha começou a tocar, o povo a chegar e o jardim foi enchendo, ficando colorido e muito animado. Passei a respirar, receber os queridos e consegui tirar até umas fotos. Foi só aí, lá pelas 11 e meia que relaxei e passei a curtir a festa. O mais importante era que Teresa e Julieta estavam aproveitando muito, com sorriso de orelha a orelha. E aí foi, nem vi o tempo passar. Quase não comi, bebi um pouquinho e de repente chegou a hora do parabéns. Epa, peraí, cadê as velinhas? Siiiim, no meio de tantos preparativos, eu havia esquecido desse pequeno detalhe. Mas, a Santa Dedi, babá incrível das meninas, lembrou de umas velinhas que estavam guardadas lá no fundo do armário. Ufa, "parabéns pra você, nessa data querida...". Uma cena engraçada da hora do parabéns foi a do batalhão de amigos fotógrafos, empunhando máquinas, iphones e afins. Quantos clics, nossa!
Depois do parabéns, parece que tem uma etiqueta oculta das festinhas que diz que as pessoas têm que começar a ir embora. Não sei porque, mas é assim, a hora do bolo é o gran finale! Mas, tivemos uns amigos e familiares que ficaram ainda no bate papo até às 5 da tarde.
Quando todos se foram, sobramos nós, os 4. As meninas esravam exaustas, a casa aquela bagunça: papel de presente pra todo lado, docinho esmagado no chão, várias coisas que nem sabíamos de quem era (aliás, ficou por aqui um óculos escuro, alguém???). Eu estava tão cansada que deitei lá pelas 7, com a desculpa de contar histórinha para a Cuca e... dormi. Acordei meia noite, sem entender nada. Como assim, a festa acabou, foi todo mundo embora? Puxa, tão rápido...
E no dia seguinte, o famoso da ressaca, eu sentia dores pelo corpo, em lugares estranhos, como se tivesse corrido uma maratona! Mas o dia da ressaca é também uma delícia!!! Hora de olhar com calma todos os presentes que as meninas ganharam (e foram muitos e lindos), organizar a caixa de doações (amigos queridos, obrigada! A caixa ficou cheia!) e receber um monte de parabéns pela festa!
E não é que já estou pensando nas próximas? Mãe é tudo louca...
06 setembro 2011
Costurando com as filhotas!
Tive uma manhã deliciosa, costurando com as meninas! Sim! Descobri a Love Blankie, um ateliê que dá aulas de costuras para crianças. Gente, é um barato! Tetê e Cuca chegaram lá e logo piraram com a quantidade de tecidos e possibilidades de combinação entre eles. Tetê escolheu um floral marrom e laranja e combinou com um xadrezinho laranja (tem bom gosto a danada!). A Cuquinha gostou de um tecido de bonecas, que tinha bastante amarelo e turquesa e fez a composição com um tecido amarelo de bolinhas coloridas, ficou bem divertido. Como elas ainda são bem pequenas, escolhemos fazer um modelo simples: tomara que caia, com faixa na cintura e um babado na barra do vestido. Elas começaram cortando o tecido. Na verdade, rasgando, né? Parte que a Cuca adorou! Depois, hora de ir para a máquina costurar. A "professora" vai segurando o tecido e o papel das crianças é acelerar o pedal da máquina. Depois, ajudam a passar elástico, virar as faixas, uma farra. E quando a roupa ficou pronta, a cara delas foi impagável, um misto de orgulho com sorriso de princesa já se imaginando dentro do vestido.
Não preciso dizer que adorei e fiquei com vontade de passar o dia todo lá, costurando e conversando, o que deve ter um efeito bem terapêutico, né? Pra quem se animar, descobri que as mães também podem marcar hora - com amigas, melhor ainda - e se aventurar pelo mundo das agulhas, linhas e passamanarias. Qualquer sábado destes eu vou!
A descoberta deste ateliê veio bem a calhar. Dona Teresa está numa fase super consumista, todo dia é a mesma ladainha: compra isso?, quero aquilo!, você não trouxe nenhum presente hoje!. Foi legal levar a pequena para um lugar onde é possível fazer a própria roupa, ver o tempo que isto leva, que dá trabalho, mas também muito prazer e realização. Acho que é um bom jeito de ensinar o valor das coisas. E quanto valor agregado tem uma roupa que ela ajudou a fazer, não?
Não preciso dizer que adorei e fiquei com vontade de passar o dia todo lá, costurando e conversando, o que deve ter um efeito bem terapêutico, né? Pra quem se animar, descobri que as mães também podem marcar hora - com amigas, melhor ainda - e se aventurar pelo mundo das agulhas, linhas e passamanarias. Qualquer sábado destes eu vou!
A descoberta deste ateliê veio bem a calhar. Dona Teresa está numa fase super consumista, todo dia é a mesma ladainha: compra isso?, quero aquilo!, você não trouxe nenhum presente hoje!. Foi legal levar a pequena para um lugar onde é possível fazer a própria roupa, ver o tempo que isto leva, que dá trabalho, mas também muito prazer e realização. Acho que é um bom jeito de ensinar o valor das coisas. E quanto valor agregado tem uma roupa que ela ajudou a fazer, não?
28 outubro 2010
Mãe de menina(s)
Quem é mãe de menina sabe. Lá pelos 3 anos elas ficam perdidamente apaixonadas pelo pai (sim, Freud explica). É bem na fase em que elas também estão vivendo no mundo encantado das princesas. Tudo é rosa, glitter e babado, de preferência juntos. Nas brincadeiras de faz de conta, elas são a Fiona, o pai o Shrek, ou são a Bela Adormecida e o príncipe Felipe. Claro que as mães entram na brincadeira. Sobra pra gente o papel do burro, da bruxa ou da feiticeira. É bem verdade que, depois que carreguei nas luzes californianas do meu cabelo e fiquei quase loira, ascendi socialmente e virei a rainha (aliás, esse tema rende outro post sobre o que anda no imaginário das nossas menininhas...). Eu não sei quanto dura essa fase, talvez a vida toda. Mas, para me sentir menos enciumada, lembro que eu também sempre fui enamorada pelo meu pai. E, como acho que escolhi um pai maravilhoso para as minhas filhas, me consolo acreditando que elas estão construindo um arquétipo masculino bacana. Isso vai ser muito útil quando a adolescência chegar - aquela época em que temos o dedinho podre e adoramos ficar com uns trastes, que nos fazem sofrer e chorar rios de lágrimas – porque elas saberão procurar um cara legal pra chamar de seu.
Mas eu ainda não desisti de ter o meu menininho não, viu? Quando ele tiver uns 5 anos, vai virar pra mim e perguntar: “mamãe, quando é que você vai se separar do papai e casar comigo, hein?”. Sim, uma amiga minha ouviu isso do filho.
Mas eu ainda não desisti de ter o meu menininho não, viu? Quando ele tiver uns 5 anos, vai virar pra mim e perguntar: “mamãe, quando é que você vai se separar do papai e casar comigo, hein?”. Sim, uma amiga minha ouviu isso do filho.
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