Outro dia Tetê, minha filhota de 4 anos, acordou de madrugada com uma febre misteriosa. Medimos a temperatura: 38.5. Enquanto fiquei com ela no colo, pedi para o Rico ir buscar o antitérmico. Dei o remédio e comecei a perguntar o que ela estava sentindo, se doía algum lugar e disse que logo, logo ela ia se sentir melhor, ao que ela responde: “mamãe, você é um pouco médica, né?”. Além de achar muito fofo o comentário, fiquei pensando no tanto de habilidades que desenvolvemos com a maternidade. Sim, toda mãe é um pouco médica, motorista, boleira, estilista. E toda mãe queria ser mais do que médica, queria ser milagrosa, para evitar doenças ou qualquer sofrimento dos filhos. Ainda não chegamos lá, mas estar perto dos filhos e dar muito amor e carinho cura um monte de coisas sim!
Tenho refletido e conversado muito sobre o ser mãe. Vocês sabem, me é um tema tão querido que até fiz esse blog. Mas com a proximidade de mais um dia das mães - que como dia da mulher é todo santo dia – as reflexões ficam mais profundas. Qual é o lugar da mãe na sociedade de hoje? A mulher conquistou muito, seja no mercado de trabalho, na liberdade de ir e vir, casar, separar, ter ou não filhos. É mais dona do seu nariz, sem dúvida. Mas, quando vira mãe, surgem vários conflitos que põe em cheque todas essas conquistas. Queremos mesmo trabalhar 10 horas por dia e deixar as crianças com a babá ou no berçário? Queremos voltar a trabalhar tão rápido para batalhar por aquela promoção quando temos um bebê fofinho nos esperando em casa? Queremos em seis meses estar com o corpo super em forma como se não tivéssemos acabado de carregar um barrigão?
Teve uma geração importantíssima de mulheres que batalhou por muita coisa e sou filha dessa geração. Foi bem nessa época que surgiu o leite ninho, por exemplo. Sabem qual propaganda estava por trás? Mulheres, pra que ficar em casa amamentando? E a independência recém conquistada? Pra isso temos o alimento perfeito para o seu bebê... Como o mundo dá voltas, a mulherada hoje em dia está resgatando um monte de práticas da época da vovozinha: não abre mão de amamentar, vai na feira orgânica comprar legumes para fazer a papinha, resolve mudar de trabalho para estar mais próxima dos filhos. Eu tô nessa e muitas amigas também. Tem um preço, claro. Alguma dependência financeira, um olhar meio atravessado de pessoas que não reconhecem a trabalheira que é cuidar de filhos, o adiamento de algumas realizações profissionais. Mas eu acho o saldo pra lá de positivo. Minhas filhas vão ficar cada vez mais independentes e eu vou ter muito tempo para outras realizações pessoais. O que não volta é essa primeira infância delas que tenho curtido bem de perto e que me faz uma mãe muito feliz!
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06 maio 2011
18 novembro 2010
És um senhor tão bonito, quanto a cara do meu filho
Hoje, minha filha caçula faz dois anos. Eu fico me perguntando como passou tão rápido. Outro dia ela estava dentro da minha barriga e agora corre pela casa, fala tudo e ano que vem vai pra escola. Não deveria ser uma surpresa, já que a primeira está maior ainda e mais independente. Mas é que mãe é mãe, né? Inevitável pensar que elas caminham rumo a independência. Ainda bem que a coisa é gradativa, a gente vai se acostumando, vai cortando o cordão umbilical de pouquinho em pouquinho: quando nasce, desmama, vai pra escola...
Quando virei mãe mudei totalmente minha vida profissional para poder ficar mais perto das pequenas e exercer o novo papel o mais plenamente possível. Não imaginava deixá-las num berçário, ou com uma babá o dia todo. Maravilhada com a maternidade, pensei: “vou ficar com elas enquanto elas quiserem ficar comigo”. Porque é fato, os filhos vão crescendo, precisando menos da proteção da nossa asa, até que chega a adolescência e, se bem me lembro, é oi e tchau! Durante esse processo, temos que nos adaptar as demandas das crianças, mas sem perder de vista que elas vão crescer! Isso significa não esquecermos, nem por um minuto, que ao nos tornarmos mães, não deixamos de ser um indivíduo. Temos que continuar alimentando nossos sonhos, cultivando as amizades, investindo em conhecimento. Porque acredito mesmo que quanto mais integras e felizes formos, melhores mães seremos.
Esse post é pra Julieta, que faz 2 anos hoje. Ela é super independente e uma garota de atitude! Aprendo com ela todos os dias da nossa vida. Filha, vai que o mundo é teu!
Quando virei mãe mudei totalmente minha vida profissional para poder ficar mais perto das pequenas e exercer o novo papel o mais plenamente possível. Não imaginava deixá-las num berçário, ou com uma babá o dia todo. Maravilhada com a maternidade, pensei: “vou ficar com elas enquanto elas quiserem ficar comigo”. Porque é fato, os filhos vão crescendo, precisando menos da proteção da nossa asa, até que chega a adolescência e, se bem me lembro, é oi e tchau! Durante esse processo, temos que nos adaptar as demandas das crianças, mas sem perder de vista que elas vão crescer! Isso significa não esquecermos, nem por um minuto, que ao nos tornarmos mães, não deixamos de ser um indivíduo. Temos que continuar alimentando nossos sonhos, cultivando as amizades, investindo em conhecimento. Porque acredito mesmo que quanto mais integras e felizes formos, melhores mães seremos.
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