Por conta do meu trabalho na Pais&Filhos - e que delícia trabalhar com um tema de que tanto gosto! - passo o dia vendo notícias bizarras, curiosas, engraçadas e tristes sobre maternidade, família, filhos. É tanta coisa, mas tanta coisa, que me faz até escrever pouco neste espaço. Porque fico pensando na relevância do que escrevo e não quero ser mais uma a soterrar os leitores com achismos e informações inúteis.
Mas, em datas, tudo muda de figura. E como estamos nos aproximando do dia dos pais, fiquei com vontade de escrever sobre eles. Esses pais incríveis de hoje (já me derramei em homenagens em outro post, ao meu marido Ricardo Calil, pai das minhas filhotas e ao meu próprio paizão, por quem sempre fui apaixonada!) são dignos de nota!
Além deles participarem muito mais da criação dos filhos, botando a mão na massa, trocando fraldas, dando comida, agora resolveram falar e escrever sobre o tema.
Tenho dito a todas as minhas amigas mães que prestem atenção no que eles estão dizendo e sentindo. Já que eles estão se expondo mais, vamos aproveitar e aprender sobre uma maneira diferente, mas não menos amorosa e importante, de pensar sobre a criação dos nossos rebentos.
É fato, eles são menos complicados e não carregam tanta culpa. São práticos e podem nos ajudar quando precisamos tomar decisões como voltar ao mercado de trabalho. O Rico me ajudou muito. Tanto me apoiando psicologicamente, me dizendo que eu não seria uma mãe pior por ficar menos com as meninas, quanto ajudando na parte prática. Hoje, é ele o responsável por buscar as meninas todos os dias na escola, por exemplo.
Quando nos abrimos para entender que o outro (no caso o pai) pensa diferente da gente, mas não julgamos isso como melhor ou pior, todos saem ganhando. Afinal, com o mundo corrido e maluco como está, o pai e a mãe tem que formar uma dupla dinâmica. Nossos filhos merecem isso, serem criados com coerência, com pais e mães que se respeitam e são complementares. Já dizia a canção, "todos juntos somos fortes, não há nada pra temer".
Gostaria de encerrar esse post recomendando os livros de dois amigos, pais, que abriram o coração e resolveram botar no papel suas ideias sobre paternidade:
"Como nascem os pais" já é a segunda incursão do Renato Kaufmann sobre o tema (o primeiro livro é o hilário Diário de um grávido) e será lançado nessa quarta (10), na livraria da Vila, da Fradique Coutinho.
José Ruy Gandra lançou ontem (8), na Livraria Cultura, o livro inspirador Coração de pai - Histórias sobre a arte de criar filhos.
Vale a pena dar de presente para o seu pai, ou o pai dos seus filhos. E claro, dar uma roubadinha para ler!
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09 agosto 2011
03 novembro 2010
Viva o pai de hoje!
Eu acho um privilégio poder criar minhas filhas com a participação total do pai. Na verdade, eu já tive um pai assim. Quando meus pais se separaram eu tinha uns 4, 5 anos. Nos finais de semana que passávamos com o papai ele cuidava da gente, dava banho, fazia comida. Não esqueço dele preparando torta de frango para fazermos piquenique no parque Ibirapuera. Mas vamos combinar que hoje isso é muito mais comum do que na minha infância.
Até pouco tempo atrás o homem acreditava que seu papel como pai era o de chefe de família e provedor das coisas materiais. Ou seja, nascia o filho e era hora de trabalhar mais do que nunca para botar comida em casa, proporcionar estudo, lazer, etc. Trocar fralda, colocar pra dormir, ir na reunião da escola, tudo isso era papel da mãe, mesmo quando essa também trabalhava. Mas isso está mudando e hoje já tem pai que fica em casa cuidando dos filhos enquanto a mulher trabalha. Outro avanço é o fato de que em caso de separação, antes era óbvio que a criança ficasse com a mãe, mas hoje a guarda compartilhada é super comum. Ou seja, pais e mães tem os mesmos deveres na criação dos filhos e oportunidade de igual convivência com eles.
Os homens não só estão convivendo mais com os filhos como também estão se preocupando mais com a sua educação. Outro dia meu compadre estava falando de um texto da Roseli Sayão sobre limites. Achei tão legal que ele tivesse lido e estivéssemos ali conversando sobre o assunto! Assim como acho o máximo quando algum amigo homem comenta um post desse blog. Sem dúvida todos ganham com esse novo modelo de paternidade. As mães conseguem dividir a trabalheira física e emocional que é cuidar de criança, o pai pode desenvolver um vínculo muito mais profundo com a criança e a criança, essa ganha mais que todo mundo. Tem a oportunidade de ter uma criação muito mais equilibrada, recebendo o modo feminino e o masculino de educar e dar carinho.
Não posso terminar esse post sem reconhecer publicamente que o pai das minhas filhas é o máximo! O pai dele, mais tradicional, foi um provedor excelente, mas nunca trocou uma fralda na vida. Já o Ricardo, além de ser muito amoroso com as filhas é pai pra toda obra. Acorda cedo, dá café da manhã pras meninas, se precisar dá banho, cuida mesmo. A única coisa que ele não faz é escolher a roupa que elas vão usar. Mas isso é detalhe, né?
Até pouco tempo atrás o homem acreditava que seu papel como pai era o de chefe de família e provedor das coisas materiais. Ou seja, nascia o filho e era hora de trabalhar mais do que nunca para botar comida em casa, proporcionar estudo, lazer, etc. Trocar fralda, colocar pra dormir, ir na reunião da escola, tudo isso era papel da mãe, mesmo quando essa também trabalhava. Mas isso está mudando e hoje já tem pai que fica em casa cuidando dos filhos enquanto a mulher trabalha. Outro avanço é o fato de que em caso de separação, antes era óbvio que a criança ficasse com a mãe, mas hoje a guarda compartilhada é super comum. Ou seja, pais e mães tem os mesmos deveres na criação dos filhos e oportunidade de igual convivência com eles.
Os homens não só estão convivendo mais com os filhos como também estão se preocupando mais com a sua educação. Outro dia meu compadre estava falando de um texto da Roseli Sayão sobre limites. Achei tão legal que ele tivesse lido e estivéssemos ali conversando sobre o assunto! Assim como acho o máximo quando algum amigo homem comenta um post desse blog. Sem dúvida todos ganham com esse novo modelo de paternidade. As mães conseguem dividir a trabalheira física e emocional que é cuidar de criança, o pai pode desenvolver um vínculo muito mais profundo com a criança e a criança, essa ganha mais que todo mundo. Tem a oportunidade de ter uma criação muito mais equilibrada, recebendo o modo feminino e o masculino de educar e dar carinho.
Não posso terminar esse post sem reconhecer publicamente que o pai das minhas filhas é o máximo! O pai dele, mais tradicional, foi um provedor excelente, mas nunca trocou uma fralda na vida. Já o Ricardo, além de ser muito amoroso com as filhas é pai pra toda obra. Acorda cedo, dá café da manhã pras meninas, se precisar dá banho, cuida mesmo. A única coisa que ele não faz é escolher a roupa que elas vão usar. Mas isso é detalhe, né?
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